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sexta-feira, 16 de julho de 2010

TRISTEZA DAS ROSAS (HOMENAGEMA MINHA TIA ROSA)

CHORO PORQUE VOCÊ SE FOI
ALIVIA MINHA DOR
SENSAÇÂO QUE DOI, E MACHUCA .
O TEMPO ME FAZ SER O QUE VOCÊ FOI PRA MIM
UMA ROSA SORRIDENTE FELIZ E CONTENTE
A DOR SE VAI, MAS VEM DEREPENTE
SE CHAMA SAUDADE DA DOR QUE FICA NO CORAÇÃO
SUA MÂO NA MINHA REZANDO COMO CRIANÇA E VIVENDO COM ESPERAÇA.


MANUPINK

sábado, 3 de julho de 2010

TIA ROSA SEMPRE ETERNA NO MEU CORAÇÃO


TIA ROSA OU MINHA TITI
TIVE UMA TIA MARAVILHOSA
CUIDOU DE MIM COM MUITO CARINHO
CARINHO DE MÃE, CARINHO ETERNO
ME ENSINOU A AMAR TUDO DE BOM!
A NADAR
A BRINCAR
ANDAR DE BICICLETA
A NAMORAR COM RESPONSABILIDADE
AMAR OS CACHORROS, A NATUREZA, O MAR TUDOOOOOO!!!!
TIA ROSA TENHO VOCÊ NO MEU NOME E NA MINHA ALMA.
TIA ROSA E MANUELA ROSA SEMPRE UMA ROSA SÓ!

domingo, 2 de maio de 2010

A VIDA E NÓS

SEI TENHO VIDA
SEI QUE VOCÊ EXISTE
SEI QUE TEMOS QUE LUTAR
SEI QUE VAMOS CONSEGUIR
SEI QUE TEREMOS SUCESSO
SEI QUE JUNTOS SOMOS UM
SEI QUE A SUA METADE SOU EU
SEI QUE A VIDA NOS PERTENCE
SEI QUE A VIDA NOS FAZ SENTIR QUE SOMOS FELIZES
A VIDA NOS LIBERTA E AO MESMO TEMPO NOS UNE PELO AMOR
AMOR QUE MARCA AMOR DA VIDA.

domingo, 21 de março de 2010

CÓLICAS SER OU TER EIS A QUESTÃO

SOU MULHER
QUE SOFRE TODO MÊS
DESEJOS DE DOCES
FALAR SEM VONTADES
CHATIAR-SE COM TUDO
FICAR SOZINHA
DOR QUE DÓI
DÓI SEM PARAR
TOMO REMÉDIO
PÁRA PASSAR
POUCO TEMPO
COMEÇA DOER QUE PODER
PODER DO SOFRER


MANUPINK

domingo, 22 de novembro de 2009

AMIGOS COM AMIGOS

EU TENHO AMIGO PARA BRINCAR
AMIGO QUE VEM JOGAR
AMIGO QUE NÃO GOSTA DE BRINCAR
AMIGO QUE É AMIGO BRINCA E JOGA SEM PARAR

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SAUDADES....TRISTES E VAGAS

MINHA COROA VERMELHA

SAUDADES DA FAMILIA
SAUDADES DOS AMIGOS
SAUDADES DA TIA MODERNA
SAUDADES DA COMIDA QUENTINHA
SAUDADES DA MAE ACOLHEDORA
SAUDADES DO JARDIM E SUAS SOMBRAS
SAUDADES DOS CACHORROS E SEUS CARINHOS
SAUDADES DA PRAIA COR DE ESMERALDA
SAUDADES DO LUAR
SAUDADES DO CHEIRO DAS FESTAS
SAUDADES DO PASSADO,
SAUDADES DO HOJE
SAUDADES DO QUE VIRA
MINHA TERRA COROPA VERMELHA
CHAO QUENTE E VERMELHO
PASSEIO DE BICICLETA ROSA
ROSA TEM MEU NOME
NOME QUE RELUZ NO MEU PRESENTE
SAUDADES QUE DOI NA GENTE
NO CORACAO E NA ALMA
SAUDADES QUE GRUDAM
SAUDAES QUE MARCAM
SAUDADES QUE DEIXA CAIR AS LAGRIMAS
LAGRIMAS ONDE VEJO A MINHA FAMILIA
GOSTO DO PARAISO, MAS QUE NAO TEM RISO
GOSTO DA SAUDADE QUE TEM VERDADE
VERDADE E SAUDADE QUE LEMBRAM A MINHA VIDA

MANUPINK

POEMA LUCIA DE CASTRO ALVES




LUCIA

Na formosa estação da primavera
Quando o mato se arreia mais festivo,
E o vento campesino bebe ardente
O agreste aroma da floresta virgem...
Eu e Lúcia, corrí­amos — crianças —
Na veiga, no pomar, na cachoeira,
Como um casal de colibris travessos
Nas laranjeiras que o Natal enflora.


Ela era a cria mais formosa e meiga
Que jamais, na Fazenda, vira o dia ...
Morena, esbelta, airosa... eu me lembrava
Sempre da corça arisca dos silvados
Quando via-lhe os olhos negros, negros
Como as plumas noturnas da graúna,
Depois... quem mais mimosa e mais alegre?...
Sua boca era um pássaro escarlate
Onde cantava festival sorriso.
Os cabelos caí­am-lhe anelados
Como doudos festíµes de parasitas...
E a graça... o modo... o coração tão meigo?l...


Ai! Pobre Lúcia... como tu sabias,
Festiva, encher de afagos a famí­lia,
Que te queria tanto e que te amava
Como se fosses filha e não cativa...
Tu eras a alegria da fazenda;
Tua senhora ria-se, contente
Quando enlaçavas seus cabelos brancos
Co'as roxas maravilhas da campina.
E quando í noite todos se juntavam,
Aos reflexos doirados da candeia,


Na grande sala em torno da fogueira,
Então, Lúcia, sorrindo eu murmurava:
"Meu Deus! um beija-flor fez-se criança...
Uma criança fez-se mariposa!"


Mas um dia a miséria, a fome, o frio,
Foram pedir um pouso nos teus lares...
A mesa era pequena... Pobre Lúcia!
Foi preciso te ergueres do banquete
Deixares teu lugar aos mais convivas...


Eu me lembro... eu me lembro... O sol raiava.
Tudo era festa em volta da pousada...
Cantava o galo alegre no terreiro,
O mugido das vacas misturava-se
Ao relincho das éguas que corriam
De crinas soltas pelo campo aberto
Aspirando o frescor da madrugada.


Pela última vez ela chorando
Veio sentar-se ao banco do terreiro...
Pobre criança! que conversas tristes
Tu conversaste então co'a natureza.


"Adeus! pra sempre, adeus, ó meus amigos,
Passarinhos do céu, brisas da mata,
Patativas saudosas dos coqueiros,
Ventos da várzea, fontes do deserto! ...
Nunca mais eu virei, pobres violetas,
Vos arrancar das moitas perfumadas,
Nunca mais eu irei risonha e louca
Roubar o ninho do sabiá choroso...
Perdoai-me que eu parto para sempre!
Venderam para longe a pobre Lúcia!..."


Então ela apanhou do mato as flores
Como outrora enlaçou-as nos cabelos,
E rindo de chorar disse em soluços:
"Não te esqueças de mim que te amo tanto..."


Depois além, um grupo, informe e vago,
Que cavalgava o dorso da montanha,
Ia esconder-se, transmontando o topo. . .


Neste momento eu vi, longe... bem longe,
Ainda se agitar um lenço branco...
Era o lencinho tremulo de Lúcia...



epí­logo


Muitos anos correram depois disto ...
Um dia nos sertíµes eu caminhava
Por uma estrada agreste e solitária,
Diante de mim ua mulher seguia,
— Co' o cí¢ntaro í cabeça — pés descalços,
Co'os ombros nus, mas pálidos e magros ...


Ela cantava, com uma voz extinta,
Uma cantiga triste e compassada ...
E eu que a escutava procurava, embalde,
Uma lembrança juvenil e alegre
Do tempo em que aprendera aqueles versos...
De repente, lembrei-me. . . "Lúcia! Lúcia!"
... A mulher se voltou ... fitou-me pasma,
Soltou um grito. . . e, rindo e soluçando,
Quis para mim lançar-se, abrindo os braços.
... Mas súbito estacou ... Nuvem de sangue
Corou-lhe o rosto pálido e sombrio ...
Cobriu co'a mão crispada a face rubra
Como escondendo uma vergonha eterna ...
Depois, soltando um grito, ela sumiu-se
Entre as sombras da mata ... a pobre Lúcia!

CASTRO ALVES